terça-feira, 30 de março de 2010

ANTES QUE ELES CRESÇAM


Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos.
É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença à vida.
Crescem com uma estridência alegre e, às vezes com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maneira que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?
Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça...
Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes e cabelos longos, soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com uniforme de sua geração.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas.
E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros.
Principalmente com os erros que esperamos que não se repitam.
Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos filhos.
Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas.
Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.
Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores.
Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hamburgueres e refrigerantes, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.
Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.
No princípio iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhos.
Sim havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.
Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.
Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".
Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito para que eles acertem nas escolhas em busca da felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco.
Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho.
Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.

http://www.veraperdigao.com.br/poesias/especiais/01affonso_romano/affonso_romaro.html#AR13

A Morte Devagar


Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.

Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.

Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.

Martha Medeiros
http://www.tvcultura.com.br/provocacoes/poesia.asp?poesiaid=11

Uma Vez Mais

Ivo Pessoa
Composição: Blanch e Felipe Loeffler


Vôa minha ave
Vôa sem parar
Viaja prá longe
Te encontrarei
Em algum lugar...

Permaneço em ti
Como sempre foi
Mais perfeito e mais fiel
Mesmo sozinho sei
Que estás perto de mim
Quando triste olho pro céu...

Quando eu te vi
O sonho aconteceu
Quando eu te vi
Meu mundo amanheceu...

Mas você partiu sem mim
E sei que estás
Em algum jardim
Entre as flores...

Anjo!
Meu tão amado anjo
Bem sei que estás
E eu do brando sono
Hei de acordar
Para os teus olhos
Ver uma vez mais...

Mais
O verdadeiro amor espera
Uma vez mais

Quando eu te vi
O sonho aconteceu
Quando eu te vi
Meu mundo amanheceu...(2x)

Mas você partiu sem mim
E sei que estás
Em algum jardim
Entre as flores...

É trabalho que não acaba mais....


O ser humano para sobreviver trabalha, dá trabalho e vai vivendo a vida.
O engraçado é que quando fica sem emprego e as contas vão acumulando o desespero bate. Reclama para todos os lados a falta que o dinheiro faz. E, quando esta trabalhando reclama que é muito trabalho.
Na verdade, não sei o que é pior se o trabalho excessivo ou a falta dele.
Mas, uma coisa tenho certeza, o meu salário no final do mês é pra lá de maravilhoso... Isso é que compensa !!!!!!

Hoje era um dia comum até que...


Hoje, o dia pareceu comum como outro qualqer. Segui minha rotina de costume, e fui trabalhar. Após, ônibus cheio e engarrafamento cheguei ao trabalho.
Por volta do meio-dia recebi um chamado pelo MSN e aceitei o convite para conversar com a pessoa que fez a solicitação. O solicitante começou a conversar comigo, e para minha surpresa não conhecia a pessoa. Fique confusa com o fato até porque não costumo divulgar meu MSN nem mesmo para certos conhecidos.
O rapaz do outro se identificou e disse que havia conseguido meu endereço com meu ex-chefe. Fiquei, extremamente abismada, meu ex-chefe não costuma dar o meu número de celular sem que eu dê consentimento.
Após averiguar se a história era verdadeira e ter tudo confirmado pelo meu chefe, comecei a conversar com o rapaz misterioso. Conversa vai... Conversa vem e vi que ele era uma ótima pessoa.
Hoje, tenho mais um amigo na net e, de certo modo, na profissão (ele é editor de aúdio e vídeo)e me sinto muito feliz por tê-lo conhecido de uma maneira inusitada.
Afinal, nunca sabemos quando encontraremos um amigo de verdade. Mas, não podemos deixar as oportunidades passarem despercebidas.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Projeto social desenvolvido por mulheres adventistas completa um ano.

O Ministério da Mulher da Igreja de Bengui III desenvolve o projeto comunitário “Mãos que ajudam”. No último sábado, dia 27 de março, foi realizado um culto em ação de graças por um ano de existência do projeto, que tem como objetivo principal a pregação da palavra de Deus e o auxilio a comunidade.
A programação contou com a participação de Rubenita Aragão, que ressaltou a importância da mulher na pregação do evangelho. “A mulher é muito importante na evangelização, porque de um modo simples ela é capaz de adentrar nos lares e transmitir a palavra de Deus”, afirmou Rubenita.
O evento foi bem diversificado e contou com louvores, vídeos, momento de oração, testemunho de mulheres beneficiadas com o projeto, além de batismo e exposição das peças confeccionadas durante as aulas de artesanato.
O Projeto é realizado aos domingos, e além de classe bíblica e palestras, também desenvolve várias ações sociais como; auxilio as gestantes, cursos de artesanato, crochê, vagonite e pintura. E, recentemente, uma turma de alfabetização para adultos.
O culto em ação de graças foi realizado na Igreja de Bengui III, e contou com a presença do Pastor Carlos Reis, distrital dos correios, Rubenita Aragão, Departamental do Ministério da Mulher da ABA, padrinhos e colaboradores do projeto. Além destes, o evento contou com a presença de aproximadamente 200 convidados.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Mãos que ajudam


Outro dia, relatei o trabalho realizado por mulheres no bairro do Parque Verde. No dia 27 de março, elas estarão completando um ano com o projeto "Mãos que ajudam". Outro dia ao visitá-las fique muito feliz por saber que o projeto anda a todo vapor, e também por saber que ele foi ampliado.

Agora, além de auxilío as grávidas e curso de artesanato elas também iniciaram um curso de alfabetização para adultos. E, já estão se preparando para iniciarem o projeto "Amigo do idoso". Diga se elas não são demais?

Fico feliz em saber que existem pessoas que se dispõem a auxiliar o próximo. Se, você puder fazer uma visita será muito bem-vindo (Rua Yamada, Passagem Assis Nº 90-Parque verde, aos domingos, 14h. Mas, se não pode, faça o bem a quem precisa. Tem sempre algém ao nosso redor que necessita de auxilio.